segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Aécio cumprimenta Dilma e faz discurso de reconciliação

Estadão Conteúdo
BELO HORIZONTE - Depois de confirmada a vitória da presidente Dilma Rousseff (PT) no 2.º turno da eleição presidencial, o candidato do PSDB, Aécio Neves, deixou o apartamento de sua irmã, Andrea Neves, em Belo Horizonte e foi até um hotel no centro da cidade acompanhado de uma comitiva de tucanos, aliados e celebridades de vários estados. Em um breve pronunciamento, que durou pouco mais de dois minutos, o tucano fez um discurso de conciliação.
?Cumprimentei agora há pouco a presidente reeleita e desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo. Ressaltei que considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado, que dignifique a todos os brasileiros?.
O senador, que terá mais quatro anos de mandato pela frente no Congresso, não respondeu perguntas. Em sua fala, Aécio lembrou o apóstolo Paulo. ?Mais uma vez São Paulo é que trata de forma mais clara o sentimento que tenho hoje na minha alma e no meu coração: combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé?, afirmou.
Aécio passou o dia em seu apartamento e no final da tarde foi para o da irmã, onde recebeu dirigentes tucanos e aliados. Havia a expectativa da chegada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Geraldo Alckmin, o que não se confirmou. De São Paulo vieram o senador eleito José Serra e o senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa tucana.
Em coletiva realizada pela manhã, o presidenciável, que falou ao lado da esposa, já havia feito um discurso pedindo a união a nacional, mas disse ter ?muito melhores condições? para promover um entendimento nacional do que sua rival, Dilma Rousseff (PT). Mas acusou o PT de promover ?a mais sórdida campanha jamais feita no País, com ofensas, calúnias e mentiras? para se manter no poder e disse que sua candidatura deixará como lembrança no Brasil a mobilização nas ruas.

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domingo, 26 de outubro de 2014

Jornal de MS dá página inteira de direito de resposta para petista



CLIQUE E CONFIRA:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1538611-jornal-de-ms-da-pagina-inteira-de-direito-de-resposta-para-petista.shtml

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma na frente de Aécio, aponta últimas pesquisas do Ibope e Datafolha

Segundo Ibope, Dilma lidera com diferença de seis pontos. Datafolha,aponta quatro pontos a frente

As mais recentes e últimas pesquisas dos Institutos Datafolha e Ibope antes do segundo turno da eleição para Presidência da República, divulgadas neste sábado (25/10), mostram a presidente Dilma Rousseff (PT) na liderança da intenção dos votos válidos. 
O estudo do Ibope aponta Dilma Rousseff seis pontos percentuais a frente na disputa, com 53%, contra 47% de Aécio Neves. A pequisa encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo, ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios, nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
A técnica de contagem da intenção de votos na pesquisa é a mesma utilizada pela Justiça Eleitoral na contabilidade oficial das eleições, ou seja, excluindo da amostra os votos brancos, nulos e dos eleitores indecisos. Com os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, Dilma Rousseff aparece com 49% e o candidato Aécio Neves, com 43%. Os votos brancos e nulos somam 5% e 3% dos entrevistados não sabem em quem votar ou não responderam. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.
No levantamento anterior do instituto, divulgado na quinta-feira (23), a candidata à reeleição Dilma aparecia com 54% e Aécio com 46%. 
Pesquisas Ibope:
Dia 23 de outubro
Dilma Rousseff: 54%
Aécio Neves: 46%
Branco/nulo: 7%
Não sabe/não respondeu: 3%
Dia 25 de outubro
Dilma Rousseff: 53%
Aécio Neves: 47%
Branco / nulo: 5%
Não sabe/não respondeu: 3%
Pesquisa Datafolha: trajetória ascendente de Dilma com 4 pontos de vantagem
Já na pesquisa Datafolha para a corrida presidencial no segundo turno, também divulgada neste sábado (25), Dilma Rousseff aparece quatro pontos percentuais a frente do candidato tucano. Dilma tem 52% dos votos válidos contra 48% de Aécio Neves. O resultado significa que os dois candidatos estão no limite mínimo de um empate técnico. 
Os votos brancos, nulos e dos eleitores ditos indecisos foram excluídos desta contagem. Foram ouvidos 19.318 eleitores em 400 municípios, nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro do estudo é de 2% para mais ou menos, com 95% de nível de confiança. 
Incluindo os votos brancos, nulos e dos eleitores indecisos, os números da intenção de votos mudam. Dilma Rousseff fica com 47%, Aécio Neves com 43%. O percentual de brancos e nulos é de 5% e de eleitores indecisos também aparece com 5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01210/2014.
No levantamento anterior feito pelo Datafolha, divulgado na quinta-feira (23), Dilma aparece com 53% das intenções de voto e Aécio com 47%.
Pesquisas Datafolha:
Dia 23 de outubro
Dilma Rousseff: 53%
Aécio Neves: 47%
Branco/nulo: 5%
Não sabe / não respondeu: 5%
Dia 25 de outubro
Dilma Rousseff: 52%
Aécio Neves: 48%
Branco/nulo: 5%
Não sabe/ não respondeu: 5%
Tags: #eleições2014, Aécio, intenção de voto, presidência, rousseff

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aécio precisa de “bala de prata” para inverter tendência das pesquisas


Fernando Rodrigues



Neste momento, Dilma tornou-se a favorita para ficar mais 4 anos no Planalto
Escrever sobre o desfecho desta eleição presidencial foi temerário desde o início. Já houve quase de tudo e muitas reviravoltas. Por essa razão é necessário analisar com cautela as pesquisas sobre intenção de voto presidencial divulgadas por Datafolha e Ibope nesta quinta-feira (23.out.2014).
Feita a ressalva inicial, cabe então uma afirmação mais peremptória: só um fato de proporções inauditas, uma “bala de prata'', para reverter o quadro até domingo. Neste momento, Dilma Rousseff (PT) tornou-se a favorita para vencer a disputa e ficar mais 4 anos no Palácio do Planalto.
A petista tem 53% dos votos válidos no Datafolha, contra 47% de Aécio Neves (PSDB). No Ibope, os percentuais são 54% a 46%, respectivamente.
O tucano adotou o discurso clássico nessas horas, duvidando da exatidão das pesquisas. É sempre uma opção. Mais do que isso, uma estratégia necessária para que a tropa de militantes não desanime na última hora, o que seria fatal para Aécio.
O fato é que nem o analista mais crítico das pesquisas negará que o Datafolha mostrou claramente na última semana de campanha antes do 1º turno a virada que estava em curso, com Aécio passando Marina Silva (PSB). Aliás, no final, essas ondas de virada apenas se intensificam –e dificilmente refluem.
É isso o que deve ser observado: a tendência apontada pelos levantamentos de intenção de voto.
Tanto Datafolha como Ibope indicam que a tendência é clara: Dilma está alta; Aécio, em baixa.
Só uma bomba, uma “bala de prata”, como dizem os marqueteiros, para tirar a tendência dos eleitores do prumo. As duas campanhas vão usar todos os recursos disponíveis. Há o debate na TV Globo na noite de sexta-feira (24.out.2014). No 1º turno, esse encontro global teve impacto positivo para Aécio Neves –mas naquela época ele já estava em alta, não em queda.
Vale registrar também que as reviravoltas anteriores ocorreram ao longo de duas ou três semanas. Só que a eleição é domingo. O tempo é curtíssimo para difundir uma nova ideia, esperar que os eleitores processem o fato e mudem de opinião.
Em suma, impossível é claro que não é. Mas parece ter ficado muito difícil a vitória de Aécio e do PSDB no domingo. As urnas darão a resposta no domingo (26.out.2014), às 20h, quando saem os primeiros relatórios da votação.
A seguir, os gráficos divulgados, pela ordem, por Datafolha e Ibope sobre as suas pesquisas mais recentes:
Datafolha-23out2014
Ibope-23out2014
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Marina não acreditou na rede (Pedro Doria)

Em vez de usar a internet para arregimentar mais eleitores, PSB apostou numa campanha convencional. Deu no que deu

Esta já é a eleição mais surpreendente da história republicana desde a restauração da democracia, em 1985. Bate até a de 1989. A análise de como e por que Marina Silva subiu tão alto e então encolheu não será feita de uma só vez. Virá aos fragmentos, aos poucos, conforme a distância das emoções e do tempo o permitirem. Mas há um ponto em sua campanha que chama a atenção: Marina não acreditou na rede. Na internet. Para alguém que aposta numa visão de sociedade que se organiza em redes, é surpreendente. E o erro pode ter-lhe custado a vaga no segundo turno.
No dia em que Eduardo Campos morreu e Marina foi alçada a cabeça de chapa, ela tinha à frente uma cesta de trunfos e reveses. A comoção popular perante a tragédia era uma vantagem. Sua capacidade de circular confortavelmente entre a política econômica tucana e a social petista, outra. A história pessoal de superação e a habilidade de seduzir de evangélicos conservadores à esquerda progressista completavam o pacote. Antes de seus próprios erros, da intransigência na composição de alianças, porém, uma desvantagem já era óbvia. A candidata do PSB tinha pouco mais de dois minutos diários na TV contra 12 da presidente Dilma Rousseff.
O PT e a presidente usaram a folga no tempo para atacar Marina, às vezes com brutalidade. A legislação eleitoral brasileira tem um “bug”: se um candidato capaz de conquistar 20% dos votos à presidência em duas eleições seguidas pode terminar com tão pouco tempo na televisão para expor suas ideias, é a legislação que está errada. Mas esta era uma desvantagem conhecida quando Marina assumiu a candidatura. Ela tinha uma possibilidade de defesa: a internet e as redes sociais. Ou o exemplo de Barack Obama.
Em 2008, o desgaste de George W. Bush, então presidente republicano nos EUA, era tão grande que o candidato democrata podia contar como certa sua vitória. Nas primárias que definiriam tal candidato, todas as apostas apontavam para Hillary Clinton. Mulher de ex-presidente, ela tinha nas mãos a máquina do partido. Em resumo: os contatos das pessoas-chaves em cada condado que eram capazes de levar eleitores às urnas para definir quem os representaria na corrida pela Casa Branca. Senador de primeiro mandato, ainda pouco conhecido, Obama usou a internet.
Como ainda não havia redes sociais sofisticadas como hoje, a campanha desenvolveu sua própria. Primeiro para fazer um imenso cadastro de simpatizantes. Depois para transformá-los em embaixadores. Milhões de cidadãos que, a cada debate, recebiam orientação sobre como responder dúvidas. Como atacar boatos. (Boatos eram coisa de republicanos.) Como reunir mais simpatizantes. A internet era uma máquina que permitia dizer a milhões: você é importante, nos ajude, espalhe nossa mensagem.
Com seu discurso sobre redes, era obrigação de Marina já ter sua própria rede armada. Mesmo que não a tivesse, houve tempo e espaço na imprensa suficiente para construir um exército para responder à propaganda da TV. O PSB, no entanto, fez uma campanha convencional. Quem usou a internet para mobilizar com eficiência foi o PT.
Não custa ao leitor perceber a rede petista: ontem mesmo, já circulavam pelas redes uma penca de exemplos de eleitores tucanos preconceituosos. Todos apócrifos. A máquina de difamação já começou a operar. É uma pena, talvez. Existem outras formas de usar as redes para fazer política. Para reunir, discutir, promover ideias. Debater com adversários. Mobilizar grupos para a campanha. Envolver. Ou, talvez, isso seja só romantismo.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014


Como se explica a virada de Aécio

Postado por rosane_oliveira, às 18:52

04 de outubro de 2014 
No Twitter, um dos meus mais jovens amigos, o Afonso, 19 anos, estudante de Arquitetura, pergunta
_ O que explica essa virada do Aécio?

http://wp.clicrbs.com.br/rosanedeoliveira/2014/10/04/como-se-explica-a-virada-de-aecio/?topo=13,1,1,,,13



A pergunta do Afonso é a de milhares de eleitores que neste sábado souberam que em três pesquisas Aécio Neves ultrapassou Marina Silva e que, embora persista o empate técnico, a tendência é ele ir para o segundo turno com Dilma Rousseff.
O que as pesquisas de hoje mostram é a confirmação de uma tendência desenhada nos levantamentos dos últimos dias, com Dilma estabilizada no topo, Marina em queda e Aécio em ascensão. Basta olhar o gráfico da evolução em todos os institutos para perceber que Marina murchava e Aécio recuperava os pontos perdidos para ela a partir da morte de Eduardo Campos.
Marina caiu por uma combinação de fatores que vou resumir aqui:
1. Parte do seu crescimento estava ancorado na comoção provocada pela morte de Eduardo Campos. Passados 40 dias da tragédia, ninguém mais fala de Campos;
2. O PSB não pôde explorar devidamente a imagem de Campos porque, logo depois da morte dele, surgiu a confusão em torno da propriedade do jatinho. O fato de ter sido pago por laranjas não afetou Marina diretamente, mas a impediu de continuar usando a imagem de Campos;
3. Marina foi alvo de uma campanha pesada de desconstrução movida pelo PT, que apelou para a política do medo e vendeu a ideia de que a vitória dela seria o caos para o Brasil em geral e para os pobres em particular.
4. Aos ataques do PT juntou-se a campanha de Aécio, dizendo que Marina é o PT com outra roupa e que ele é o único capaz de mudar de verdade o país.
5. Com menos tempo de TV que os adversários, Marina não tinha como se defender.
6. Marina adotou uma estratégia errada de defesa: focou seu discurso nos beneficiários do Bolsa-Família (lembram da história da farinha e do ovo?), quando o público que precisava fidelizar para chegar ao segundo turno era a classe média antipetista, que votaria nela ou em Aécio com a mesma alegria;
7. No debate da Globo, Aécio foi melhor que Marina. Ela parecia cansada e acuada. Ele estava leve e faceiro, passando a ideia de domínio da situação.
Aqui também vale lembrar que pesquisa não substitui eleição e que vale mesmo é o voto na urna, como disse Beto Albuquerque agora há pouco no Twitter, mas a tendência é de segundo turno entre Dilma e Aécio. Se isso se confirmar, Marina estará livre para sair do PSB, fundar a Rede e trabalhar para emplacar a sua nova política nas próximas eleições

sábado, 4 de outubro de 2014

Vox Populi: Dilma 41%; Aécio, 23%; Marina, 20%

Agência Estado
 
Publicação: 04/10/2014 20:37 Atualização: 04/10/2014 21:03
 
Pesquisa Vox Populi de intenção de voto para a Presidência divulgada neste sábado mostra que o candidato do PSDB Aécio Neves ultrapassou Marina Silva (PSB) e aparece na segunda colocação com 23% dos votos, ante 20% de Marina. A liderança é da candidata a reeleição pelo PT Dilma Rousseff, com 41% dos votos.

A candidata Luciana Genro (PSOL) têm 2% das intenções de voto e o candidato Pastor Everaldo (PSC), 1%. Votos em branco e nulos são 6% e indecisos, 6%.

Na pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira, 29, Dilma aparecia com 40%, Marina, com 24%, e Aécio, com 18%.

Considerando-se votos válidos, ou seja, excluindo-se intenções de votos brancos, nulos e eleitores indecisos, Dilma tem 47% das intenções de voto contra 26% de Aécio Neves e 23% de Marina Silva.

Na simulação de segundo turno, Dilma aparece com 46% contra 41% de Aécio. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 48% contra 38% do tucano. Num cenário que considera Marina a adversária de Dilma, a petista tem 48% contra 37% da pessebista. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 46% da preferência, contra 39% da ex-senadora.

Não foram divulgados até o momento pela Rede Record o número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou detalhes sobre a amostra da pesquisa.