terça-feira, 30 de setembro de 2014


Segurança das eleições será 

interligada em 26 estados e no

 Distrito Federal

  • 30/09/2014 13h46
  • Brasília
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Representantes de segurança pública dos estados e do DF participam de curso para padronizar ações integradas durante as eleições (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Representantes da Segurança Pública dos estados e do DF participam de curso para padronizar ações integradas durante as eleições de domingoMarcelo Camargo/Agência Brasil
A exemplo da ação implantada durante a Copa do Mundo, no próximo domingo (5),  primeiro turno das eleições, as forças de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal estarão interligados à Justiça Eleitoral. O objetivo é evitar e combater práticas criminosas durante a votação. No Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, e nas 27 unidades da Federação, agentes de segurança trocarão informações, em tempo real, assim como ocorreu nos 32 dias de Copa nas 12 cidades-sedes do evento.
De acordo com a secretária Nacional de Justiça, Regina Miki, o acompanhamento on line das eleições permitirá às forças de segurança agir com rapidez no combate a eventuais delitos. “Precisamos entender que as informações em tempo real possibilitam a agilidade. Se tivermos informação de um crime, poderemos agir muito mais rápido, porque teremos isso on line. Os dados também servirão para as próximas eleições, de modo a repeti-los ou não no futuro”, disse a secretária.
A Secretária nacional de Segurança, Regina Miki, durante curso para padronizar ações integradas durante as eleições (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Secretária nacional de Segurança, Regina Miki explica como será a troca de informaçõesMarcelo Camargo/Agência Brasil
Regina explicou que todas as unidades constituíram comitês, formados por policiais civis e militares, além de representantes dos tribunais regionais eleitorais. Eles repassarão para Brasília todas as informações sobre o pleito. “Teremos condições de monitorar os crimes, eleitorais ou não, e também, caso haja necessidade, a guarda das urnas. Saberemos, por exemplo, se a urna abriu, se ela funcionou, se precisou ser substituída e se, em algum local, teve votação manual. Enfim, todo processo eleitoral será monitorado e passado, por meio de mapas e painéis, para visualização mais fácil do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos profissionais que acompanharão a eleição”, ressaltou.
Construído para a Copa do Mundo, o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional permite aos órgão de segurança monitorar os acontecimentos em vários pontos do país. Além das imagens, transmitidas ao vivo em um painel gigante, os agentes também podem trocar informações por telefone e internet. 
Conforme Regina Miki, a troca de informações facilitará a comunicação com cidades de difícil acesso, principalmente na Região Norte. “Temos municípios com dificuldades da transmissão de dados e informações. Por isso, o sistema integrado facilitará a chegada dos dados ao TSE”, acrescentou.
Secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues assegura que a sociedade ganhará mais eficiência com a interligação. “Ganhamos qualidade na informação, que chegará ao centro nacional em tempo real, e controle de todo processo de segurança, que terá mais eficiência e celeridade”. concluiu Andrei.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vox Populi mostra Dilma com 40% e Marina com 24%

Pesquisa mostrou um cenário eleitoral praticamente estável

Ueslei Marcelino/Reuters
Presidente Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília
Dilma Rousseff: presidente segue como favorita nas eleições de 2014

São Paulo - Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira mostrou um cenário eleitoral praticamente estável, com as variações nas intenções de voto para o primeiro turno dos principais candidatos dentro da margem de erro.
Segundo o levantamento, realizado sábado e domingo, Dilma tem 40 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, seguida por Marina com 24 por cento e pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, com 18 por cento.
A margem de erro da pesquisa, divulgada pela TV Record, é de 2,2 pontos percentuais.
Na simulação de segundo turno entre as duas candidatas, Dilma tem 46 por cento e Marina 39 por cento. No confronto entre a petista e o tucano, a presidente venceria por 48 a 38 por cento.
O levantamento do Vox Populi anterior a esse foi contratado pela revista Carta Capital e realizado terça(23) e quarta-feira (24) da semana passada.
Divulgado pelo site da revista na quinta-feira, a pesquisa mostrava no primeiro turno Dilma com 38 por cento, Marina com 25 por cento e Aécio com 17 por cento.
Na simulação de segundo turno entre as duas, Dilma aparecia na pesquisa anterior com 42 por cento e Marina com 41 por cento.
Na última terça-feira, a TV Record divulgou outro Vox Populi, realizado nos 20 e 21 de setembro, mostrando Dilma com 40 por cento, Marina com 22 por cento e Aécio com 17 por cento.
Num segundo turno, a presidente batia a candidata do PSB por 46 a 39 por cento e derrotava Aécio por 49 a 34 por cento.
As pesquisas mais acompanhadas pelos analistas são Ibope e Datafolha, que têm abrangência maior.
O levantamento mais recente do Datafolha, divulgado na sexta-feira, tinha Dilma com 40 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, seguida por Marina, com 27 por cento, e Aécio, com 18 por cento.
Na simulação de segundo turno, a presidente tinha 47 por cento e a candidata do PSB 43 por cento.
No levantamento divulgado nesta segunda-feira, o Vox Populi ouviu 2.000 eleitores em 147 municípios entre sábado e domingo.

sábado, 27 de setembro de 2014

PSB adia para após 1o turno reunião que decidirá executiva nacional
 
   27/09/2014 - 18:26:04
Fonte: Reuters    
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu adiar para 13 de outubro, após a votação do primeiro turno para a Presidência da República, a reunião que elegerá sua nova executiva nacional, informou o PSB neste sábado.

A decisão foi tomada pelo presidente do partido, Roberto Amaral, a pedido do Diretório Estadual de Pernambuco, disse o PSB, em nota.

"Recentemente, os companheiros de Pernambuco insistiram no adiamento da reunião do Diretório Nacional que ocorreria na tarde desta segunda-feira", disse Amaral em carta ao diretório pernambucano.

"O argumento fundamental era a proximidade das eleições de primeiro turno, e sua eventual repercussão no pleito pernambucano", acrescentou.

Esta semana, o candidato a vice na chapa de Marina Silva, Beto Albuquerque articulou o adiamento, defendendo que a escolha passasse necessariamente pelo PSB em Pernambuco, Estado do ex-presidente da sigla e ex-presidenciável pela legenda Eduardo Campos, que morreu em agosto em um acidente aéreo.

Durante entrevista coletiva da candidata do partido à Presidência, Marina Silva, neste sábado, o vice-presidente do PSB e candidato a vice na chapa presidencial do partido disse que a decisão pelo adiamento foi tomada em "convergência" e foi de "bom senso".

"Junto com o presidente Amaral, que será o presidente do partido, nós definimos uma nova data", disse Albuquerque, que era o principal crítico da realização da eleição partidária na segunda.

Ao lado de Amaral, a quem abraçou algumas vezes, Albuquerque negou que o episódio tenha provocado divisões no PSB e disse que trabalhará para que Amaral seja eleito presidente da legenda por unanimidade.

(Por Juliana Schincariol e Eduardo Simões)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pesquisa indica Dilma à frente de Marina pela primeira vez no segundo turno

  • Há 31 minutos
Dilma dobra vantagem no 1º turno e aparece à frente de Marina no 2º turno
Faltando menos de dez dias para a eleição presidencial, a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, apontou uma novidade no cenário eleitoral: pela primeira vez, Dilma Rousseff (47%) apareceu numericamente à frente de Marina Silva (43%) nas intenções de voto para o segundo turno.
O resultado ainda indica um empate técnico, mas no limite máximo da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistadas 11.474 pessoas em 402 municípios, entre os dias 25 e 26 de setembro.
Desde 16 de agosto, quando Marina apareceu como candidata do PSB após a morte de Eduardo Campos, Datafolha e Ibope – os dois principais institutos de pesquisa do país – fizeram 11 pesquisas simulando a corrida presidencial (seis do Datafolha e cinco do Ibope). Em dez delas, Marina Silva aparecia à frente de Dilma Rousseff na simulação do segundo turno ou então em empate técnico.
A maior vantagem já registrada havia sido na pesquisa Datafolha de 29 de agosto, quando Marina liderava a simulação contra a presidente por 50% a 40%.
Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, três fatores explicam a reversão do cenário eleitoral no segundo turno, com a vantagem de Dilma sobre Marina.
"Em primeiro lugar, nas últimas semanas, Marina vem sendo bastante atacada tanto por Dilma quanto por Aécio, o que lhe causou perda de votos, especialmente para a petista. Além disso, Dilma tem maior tempo de propaganda na TV e também muito maior força nos palanques estaduais do que a ex-senadora", enumera Ismael.
Na simulação de votos do Datafolha desta sexta para o primeiro turno, Dilma Rousseff dobrou a vantagem sobre Marina. A petista aparece agora com 40% (subiu três pontos percentuais), Marina Silva tem 27% (caiu três pontos percentuais) e Aécio Neves, 18% (subiu um ponto percentual).
O primeiro turno das eleições acontece no dia 5 de outubro. Um eventual segundo turno seria realizado no dia 26 do mesmo mês. O quadro mostra a evolução das intenções de voto de Marina Silva e Dilma Rousseff em simulações de segundo turno entre elas, segundo o Datafolha.


18/8 29/8 3/9 10/9 19/9 26/9
Marina 47% 50% 48% 47% 46% 43%
Dilma 43% 40% 41% 43% 44% 47%

Vantagem

Segundo Ismael, a reversão do cenário eleitoral no segundo turno, com Dilma à frente de Marina nas duas principais pesquisas de intenção de voto, pode ser explicada em grande parte pelos ataques sofridos pela ex-senadora.
"Nas últimas semanas, Marina vem sendo mais atacada, inclusive por Aécio, que, no afã de talvez conseguir um lugar no segundo turno, elevou o tom críticas à candidata do PSB. No entanto, esses votos acabaram não migrando para o tucano e, sim, para Dilma", avalia o cientista político.
"Dilma também tem mais tempo na TV para sua propaganda política do que Marina, o que não só lhe permite defender-se das acusações de outros candidatos quanto atacar sua principal adversária, a candidata do PSB", acrescenta.
"Além disso, a petista tem maior força nos palanques estaduais. No Ceará, por exemplo, ela conta com o apoio tanto do PMDB quanto do PT. Já Marina precisa de uma mobilização maior da sociedade para ser vista. No Rio de Janeiro, por exemplo, ela só conta com o apoio de Romário, que tenta a reeleição ao Senado pelo PSB."
Na avaliação do cientista política, a partir de agora o cenário para o segundo turno tende a se consolidar entre Dilma e Marina. Ele também prevê que Aécio Neves, do PSDB, passe a atacar menos a ex-senadora.
"Acredito que a diferença entre as duas (Marina e Dilma) deva se estabilizar a partir de agora. Por outro lado, o candidato do PSDB deve voltar sua artilharia contra a petista, dado que não vai para o segundo turno", afirma o cientista político.
"Nesse sentido, Aécio deve começar a ensaiar uma construção de uma aliança com Marina, já que, se continuar a atacar a ex-senadora, a oposição pode perder as eleições."

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Ibope: Dilma tem 38% das intenções de voto; Marina, 29%; e Aécio,19%

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A mais recente pesquisa Ibope, divulgada hoje (23), mostrou ligeiro avanço da candidata Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República. De acordo com a pesquisa, Dilma Rousseff tem 38% das intenções de voto. Na pesquisa passada, no dia 16 de setembro, eram 36%. A candidata do PSB, Marina Silva, passou de 30% para 29%. Na simulação de um segundo turno, as duas presidenciáveis permanecem em empate técnico. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A diferença no segundo turno, em relação à pesquisa anterior, é que as duas candidatas contam com 41% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, Marina tinha 43% contra 40% da candidata petista, ainda considerado um empate, em virtude da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aécio Neves (PSDB), que tinha crescido quatro pontos na última pesquisa, continuou com 19%. Em uma projeção de segundo turno com o candidato tucano, Dilma teria 46% contra 35%. A diferença aumentou em relação à última pesquisa, quando sete pontos separavam os dois candidatos. Enquanto Dilma tinha 44%, Aécio alcançava 37%.
O candidato pelo PSC, Pastor Everaldo, teve 1% das intenções de voto, assim como na última pesquisa. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 2%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 5%.
O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 296 municípios do país entre os dias 20 e 22 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00755/2014.

Da Agência Brasil
 
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

AGOSTO DE 1954: A GRANDE TRAGÉDIA

O suicídio e a Carta Testamento

Na tragédia "Júlio Cesar" de W. Shakespeare, num primeiro momento, a morte do ditador César é recebida com aplausos mas graças ao discurso de Marco Antônio, seu amigo e seguidor, a multidão muda de lado. Em pouco tempo os assassinos de César são perseguidos, mortos ou obrigados a fugir. O mesmo ocorreu após a morte de Getúlio Vargas. Depois de uma reunião ministerial em que verificou-se a inutilidade de qualquer resistência (um manifesto de Brigadeiros foi seguido de um de Generais que pediam sua renúncia), Vargas recolheu-se aos seus aposentos e, na manhã do dia 24 de agosto de 1954, suicidou-se com um tiro no peito. Seu Marco Antônio foi a Carta Testamento imediatamente lida em todas as rádios onde Vargas explicava de uma maneira extremamente comovente as razões do seu gesto. A opinião pública enfurecida voltou-se contra seus inimigos. Jornais foram invadidos e rádios incendiadas ou depredadas, a Embaixada americana atacada e Carlos Lacerda obrigado a refugiar-se no exterior. O golpe que estava em andamento para depor Vargas foi sustado. Um verdadeiro levante de massas impediu que a normalidade constitucional fosse rompida naquele momento. Mas as forças que levaram Vargas ao suicídio em 1954 não desistiram. Rejeitadas alguns anos depois tornam-se valiosas em 1964. O gesto do presidente protelou o golpe militar em dez anos.
A Carta Testamento


"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão direito de defesa. (...) Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais posso vos dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. (...) Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."

23 de agosto de 2014
Por Da Redação

Getúlio Vargas (FOTO)

“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. A frase, uma das mais célebres passagens da história política brasileira, encerra a carta-testamento deixada por Getúlio Vargas. Há 60 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente tirou a própria vida em meio à pior crise enfrentada em seus anos de atuação política.
Uma reunião com os ministros no Palácio do Catete varou a madrugada e decidiu que Getúlio se afastaria do governo por três meses para dar lugar ao vice, Café Filho. Após o fim da discussão, já com o dia claro, o político se recolheu ao seu aposento. Por volta das 8h35, o barulho de um tiro ecoou pelo palácio. Seu filho Lutero correu para o quarto, seguido pela esposa de Vargas, Darcy, e a filha Alzira.
“Getúlio estava deitado, com meio corpo para fora da cama. No pijama listrado, em um buraco chamuscado de pólvora um pouco abaixo e à direita do monograma GV, bem à altura do coração, borbulhava uma mancha vermelha de sangue. O revólver Colt calibre 32, com cabo de madrepérola estava caído próximo à sua mão direita”.  É assim que Lira Neto descreve o cenário da morte de Vargas no terceiro volume da série biográfica Getúlio.
A carta-testamento de Getúlio Vargas, que seria transmitida durante aquele dia pelas rádios em todo o território nacional, foi encontrada em um envelope, encostada ao abajur da mesinha da cabeceira da cama do então presidente. Nos apontamentos do biógrafo, o texto, originalmente esboçado por Getúlio, teve sua versão final passada na máquina de escrever pelas mãos de um  amigo, José Soares Maciel Filho, já que o ex-presidente não sabia datilografar. O rascunho da carta havia sido encontrado no dia 13 de agosto pelo major-aviador Hernani Fittipaldi, um dos ajudantes de ordem de Getúlio, enquanto arrumava a mesa do presidente.
Assustado com o conteúdo do manuscrito, ele entregou o papel à Alzira, que questionou o pai. “Não é o que estás pensando, minha filha. Não te preocupes, foi um desabafo”, se esquivou Vargas. Essa porém não foi a primeira vez que Getúlio fez menção ao suicídio. Em suas anotações pessoais ele já havia cogitado tirar a vida em outros momentos de sua jornada política.
A primeira delas foi quando chegou ao poder em 1930. Naquela data, enquanto se encaminhava para a sede do governo, se disse disposto a não retornar com vida ao Rio Grande caso não obtivesse sucesso na empreitada. Era a primeira anotação pessoal que fazia no diário que carregou para o resto da vida. Lira Neto considera que a diferença em 1954 é que Getúlio se viu encurralado e não conseguiu contornar a crise como das outras vezes. Confira em vídeo trecho da entrevista com Lira Neto:
A notícia circulou rapidamente pelo país. Um dos principais programas jornalísticos da época, o Repórter Esso, transmitiu a notícia acompanhada da leitura da carta, na voz do locutor Heron Domingues. Ouça o áudio com trecho da carta lida na Rádio (o áudio não foi conservado na íntegra):

Depois de chegar ao poder na liderança do movimento que ficou conhecido como Revolução de 1930, o político gaúcho Getúlio Dornelles Vargas exerceu o governo no país de forma ininterrupta até 1945. De 1930 a 1934 ele foi chefe do Governo Provisório. Em 1934 foi eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte e exerceu o Governo Constitucional até 1937, quando por meio de um golpe instaurou a ditadura do Estado Novo, que durou até 1945. Retirado do comando do país por um golpe militar, se recolheu à sua cidade natal, São Borja (RS), de onde articulou sua volta ao poder pela via democrática nas eleições presidenciais de 1950.
Com informações EBC
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