terça-feira, 29 de julho de 2014

Reação de Dilma ao Santander foi calculada pela campanha

Por Painel
29/07/14 02:00
Com inimigos assim… A reação enfática de Dilma Rousseff ao banco Santander foi previamente calculada por sua campanha. Petistas dizem que ela tirou vantagem do caso ao chamar de “inadmissível” o informe que advertia correntistas mais ricos para o risco de perdas em caso de vitória do PT. “Dilma já ganhou pontos. Aquele texto parece um panfleto de campanha para ela”, comemora um ministro. Outro aliado afirma que os bancos têm imagem desgastada e lideram rankings de queixas do consumidor.
Mesada Ao justificar os R$ 152 mil que diz guardar em espécie, Dilma afirmou, na sabatina da Folha, que costuma ajudar a filha. Procuradora do Trabalho, Paula Rousseff recebeu em maio R$ 17.174,72 líquidos. A mãe, só um pouco mais: R$ 19.850,31.
Sub do sub A presidente foi aconselhada a reagir com cautela ao porta-voz israelense que chamou o Brasil de “anão diplomático”. Auxiliares disseram a ela que o ataque partiu da ala ultradireitista do governo Netanyahu.
Estrela de David O Brasil não foi o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel, como afirmou Dilma. Foram os Estados Unidos.
Médio prazo O economista Mansueto Almeida nega que Aécio Neves (PSDB) planeje um corte abrupto nos subsídios à indústria, como Dilma sugeriu. “Vamos resolver problemas estruturais para que os subsídios não sejam mais necessários. Aí, você pode descontinuar”, diz ele.
Critérios Aécio sustenta que a construção do aeroporto em Cláudio (MG) obedeceu aos parâmetros do ProAero. A meta do programa do governo de Minas era que todos os municípios ficassem a até 80 km de uma pista de pouso, o que já ocorria na região.
Metas O candidato diz que “o programa falava em distância máxima, e não mínima” entre as cidades e os aeroportos. “Dentro do raio de 80 km, o Estado podia construir quantos aeroportos fossem necessários. Por isso, o de Cláudio se encaixa nos critérios”, afirma Aécio.
Mudou de time Ex-líder dos governos Lula e Dilma, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) indicou o coordenador da campanha tucana em Roraima, Marcelo Guimarães.
Para depois Prometido para junho e adiado para o fim deste mês, o programa de governo de Eduardo Campos deve ficar para o início de agosto. O PSB agora quer lançá-lo no dia 4, quando o “Jornal Nacional” começa a cobrir a corrida presidencial.
Adolar
Totó portenho O argentino Diego Brandy, mago das pesquisas do PSB, tem levado sua cadela Victoria quase todos os dias para a produtora de TV do partido. Ela usa coleira azul e branca e só atende a comandos em castelhano.
Frente ampla A coligação de Flávio Dino (PC do B) lança amanhã a campanha “Ajude o Maranhão a derrotar o Sarney”. Um site vai recolher doações de outros Estados e recrutar voluntários para fiscalizar a eleição.
Farra da toga Os desembargadores Mário Hirs e Telma Brito foram recebidos com palmas e fogos de artifício na volta ao Tribunal de Justiça da Bahia. Afastados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), eles foram beneficiados por liminar do ministro Ricardo Lewandowski.
Bola na urna Do ex-presidente Lula para o pupilo Alexandre Padilha (PT), ontem à noite: “Você é corintiano? Se não era, passa a ser, pelo amor de Deus!”
É pra valer A candidatura de Luiz Moura (PT), o deputado estadual paulista flagrado em reunião com membros do PCC, passou a aparecer no site da Justiça Eleitoral.

TIROTEIO
“A consequência da ida de Dilma ao Rio foi o engajamento ainda maior do PMDB na campanha de Aécio. Ela espalhou brasa.”
DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio Neves, sobre o jantar de Dilma com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

CONTRAPONTO
O cofrinho do governador
O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) repetiu ontem, em Diadema, um ritual de todo político em campanha: parou em um bar tomar café.
No balcão, lembrou com pesar que na semana anterior gastara R$ 51 ao bancar café e pastéis para os aliados José Serra e Aécio Neves, que pediam votos com ele.
Desta vez, o secretário de Educação da cidade, Marcos Michels, se ofereceu para pagar a conta. O governador, que tem fama de pão duro, saiu satisfeito.
—Na média, gastei R$ 25,50 por dia. Finalmente consegui equilibrar as contas! —comemorou.

domingo, 27 de julho de 2014

Intenção velada de a Alemanha integrar os Brics assusta os EUA


27/7/2014 15:27
Por Carl Edgard, com agências internacionais - de Nova York, EUA, Moscou e São Paulo



Merkel e Putin, em recente encontro durante reunião de cúpula da União Europeia
Merkel e Putin, em recente encontro durante reunião
de cúpula da União Europeia
Os piores pesadelos do presidente Barack Obama têm ganhado forma, em uma velocidade com a qual ele não contava, no front financeiro. Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA, afirma categoricamente que a Alemanha está prestes a abandonar o sistema unipolar apoiado pela Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e os EUA, para se unir às nações dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, razão pela qual a agência norte-americana de espionagem NSA ampliou suas escutas à lider germânica Angela Merkel e terminou flagrada por agentes do serviço secreto alemão, após as denúncias do ex-espião Edward Snoden. Em entrevista ao blogueiro Greg Hunter, editor do USA Watchdog, Willie afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda o governo norte-americano de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.
Editor de um boletim financeiro a partir de Pittsburg, no Estado norte-americano da Pensylvania, Jim Willie afirma que o apoio dos EUA à Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia integram o esforço dos EUA de tentar segurar o êxodo europeu no campo econômico e político, em nível mundial. “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos. Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. (Em contrapartida, os europeus) dizem que estão cansados do dólar… Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3 mil empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar às sanções”.
Willie continua: “É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?”. Quanto à espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: “(Os espiões norte-americanos) estão à procura de detalhes no caso de (os alemães) passarem a apoiar a Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar de união aos Brics. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará”.
Willie calcula que, quando os países se afastarem do dólar norte-americano, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia tende a piorar. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e acrescenta: “Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estimulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado… Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo. É a destruição do capital”.
Na chamada “recuperação” a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: “Os EUA entraram em uma recessão da qual não sairão até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente… Veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Não creio que a situação melhore até que o dólar seja descartado. Portanto, estamos entrando na fase final do dólar”.
“Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle”, aponta.
Um mundo não norte-americano
No Brasil, a cúpula realizada em Fortaleza, na semana passada, durante a qual foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento, chamou a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento do bloco, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. O vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin, anda em paralelo à linha traçada por Willie. Leia, adiante, a entrevista que Luzyanin concedeu à agência russa de notícias VdR:
– Foi referida a criação do embrião “de um mundo não norte-americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América do Norte?
– A cúpula brasileira ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos Brics – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os norte-americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não norte-americano”. No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos Brics, como a Organização de Cooperação de Xangai (RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não norte-americano” que se desenvolve ativamente e de forma concreta. Os Brics parecem prestes a se tornar o epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc. O mundo inteiro viu pela TV o aperto-de-mão dos cinco líderes dos Brics, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor pela América do Norte. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.
– E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?
– Para a Índia os Brics são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil. No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado. Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em setores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos Brics, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos Brics, nessa zona sensível para os norte-americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.
– Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?
– Também se estuda o prolongamento dos Brics da direção do Islã, onde também existe descontentamento face ao domínio norte-americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos Brics seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os Brics. A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos Brics irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático. Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.
– Há alguma chance de os EUA dialogarem?
– É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os Brics. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país. É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os Brics acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mundo tem 1,5 bilhão de pessoas na pobreza, diz estudo da ONU


Mundo tem 1,5 bilhão de pessoas na pobreza, diz estudo da ONU

Sílvio Guedes Crespo

  Existem hoje 1,5 bilhão de pessoas vivendo na pobreza, segundo o mais recente Relatório para o Desenvolvimento Humano da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado nesta quinta-feira.
Quase metade delas está na Índia, de acordo com o estudo. São 632 milhões de pessoas pobres no país asiático, o que equivale a 55% da população local.
Os números se referem ao que a ONU chama de pobreza multidimensional, um conceito que leva em conta não apenas a renda, mas o acesso dos indivíduos e famílias a serviços básicos como educação e saúde.
Se for considerada apenas a renda, o mundo tem hoje 1,2 bilhão de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia e 2,7 bilhões com menos de US$ 2,50.
Na maior parte dos países, diz a ONU, a pobreza é maior quando medida de forma multidimensional, uma vez que a pessoa pode viver com mais de US$ 1,25 por dia mas não ter acesso à escolarização e a serviços médicos básicos.
No caso do Brasil, no entanto, acontece o contrário. O país tem 6,1% de sua população (cerca de 12 milhões de pessoas) vivendo com menos de US$ 1,25 por dia. Mas, como uma parte dessas pessoas têm algum acesso à escola e a serviços de saúde, o número de brasileiros que se enquadram no conceito de pobreza multidimensional é menor, atingindo 3,1% dos habitantes do país, ou 6,1 milhões de pessoas.
De acordo com a ONU, apenas um terço dos países – onde vivem 28% da população mundial – a provê proteção social estatal para seus habitantes.
A ONU constatou, ainda, que 842 milhões de pessoas (12% da população mundial) passam fome cronicamente, 200 milhões estão desempregadas e mais de 1,5 bilhão têm emprego informal ou precário.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Comando nacional do PMDB pressiona candidatos estaduais a abrir espaço para Dilma.

BRASÍLIA — O comando nacional do PMDB está pressionando os candidatos estaduais a manter a aliança em torno da reeleição da presidente Dilma Rousseff.
O senador Vital do Rego (PMDB-PB), candidato ao governo da Paraíba, disse nesta quarta-feira que a ordem é que os palanques regionais fortaleçam a aliança nacional. Segundo Vital, a cobrança acontece até mesmo em São Paulo, onde o candidato do PMDB, Paulo Skaf vem resistindo a abrir palanque para Dilma. Nesta quarta-feira, o vice-presidente Michel Temer, que assumiu a presidência do PMDB, mostrou empenho em garantir apoio a Dilma no palanque de Skaf.
Paulo Skaf vem resistindo por temer que Dilma, com alta rejeição em São Paulo, desgaste sua imagem na disputa ao governo do estado. Segundo Temer, Skaf participará sim da campanha presidencial dele e da presidente Dilma e já está sendo organizado um evento em Jales, no interior do estado, no final de agosto com a presidente dela.
— (Skaf) vai participar ( da campanha de Dilma). Evidentemente, há sempre uma palavra de certo respeito pelas circunstâncias do PT lá em São Paulo ter um candidato. Nem ele, nem eu, nem os colegas do PMDB poderão dizer: aqui é tudo da Dilma, não podemos autorizar outro palanque. Temos que respeitar a decisão dela — argumentou Temer, acrescentando:
— Estamos organizando agora em agosto, 23 ou 30, uma grande reunião do PMDB estadual, com todos os prefeitos, vereadores, candidatos. Mais de três mil pessoas, lá em Jales. Com a presença da candidata Dilma, do candidato Temer e do candidato Skaf.
Michel Temer afirmou que a participação de Dilma nos palanques regionais ainda não foi tratada na reunião de ontem com os partidos aliados, mas deverá ser resolvida em breve, talvez já na próxima semana. Ele endossou a tese do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) de que é preciso uma postura de neutralidade de Dilma nos estados onde o PT esteja disputando o governo com outros candidatos da base aliada, como acontece no Rio Grande do Norte.
— É uma boa ideia do Henrique ( Dilma se manter neutra e fazer atos nos quais todos os candidatos da base possam estar presentes, sem ir a palanques estaduais). Muito saudável e salutar. Mas ainda não houve decisão a respeito disso. Nesse momento, eu não poderia avançar além disso. Mas essa matéria virá à luz numa dessas reuniões. Vai depender muito da estratégia da presidente. Há Estados em que ela tem até quatro apoios. Precisa verificar como fazer. No Rio, é o caso de quatro palanques — disse Temer.
Segundo Temer, em estados onde PMDB estiver coligado com partidos adversários da chapa nacional — como é o caso do Espírito Santo com o PMDB coligado com o PSDB, peemedebistas irão se unir para dar palanque para a chapa Dilma — Temer.
— Em Estados em que isso ocorre, como o Espírito Santo, está havendo uma junção de vários peemedebistas que vão dar palanque à nossa chapa. No Rio Grande do Sul, o candidato do PMDB apoia outro candidato. O que vai acontecer? O deputado Padilha está organizando um grande comitê lá que tem o candidato ao governador do PMDB, a candidata Dilma e o candidato Michel, tudo num comitê só. E grande parte do PMDB do Rio Grande do Sul está apoiando exatamente essa chapa. É isso o que está acontecendo nos demais Estados — disse o vice-presidente da República.
Temer afirmou que o PMDB está tendo espaço na organização da campanha à reeleição de Dilma, estará presente nos programas eleitorais, mas ele e a presidente irão viajar mais individualmente, o que permitirá dois pólos de atuação:
— Vou viajar mais individualmente. Amanhã vou a Paraíba, sozinho, na candidatura do senador Vital, mas depois vou ao Rio de Janeiro onde a presidente estará em jantar com prefeitos do PMDB lá em São João do Meriti. Na outra eleição, eu fiz a minha campanha isoladamente. Ia aos comícios comuns. Mas eu ia para um estado, a presidente para outro. Acho que isso vai se repetir, é útil para a campanha. São dois polos de atuação ao mesmo tempo.
— É a política regional que vai fortalecer a política nacional — acrescentou Vital do Rego

terça-feira, 22 de julho de 2014

    RESUMO DAS NOTÍCIAS PUBLICADAS, HOJE, PELOS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS (SINOPSE RADIOBRAS)



22 de julho de 2014

Correio Braziliense


Manchete : Projeção indica que país crescerá apenas 0,97%
Pela primeira vez, analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central estimam um PIB abaixo de 1% para este ano, contra os 2,5% de 2013. Pessimismo é influenciado por sinais de possível recessão na economia. (Pág. 7)
Presos oito acusados de grilagem
Grupo desmatou e parcelou área ambiental no Morro Azul, em Sebastião. A ação policial ocorreu um dia após denúncia publicada pelo Correio. (Pág. 23)


Pedofilia - Mais denúncias durante a Copa
O grande fluxo de turistas elevou em 41,2% o número de notificações de casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. (Pág. 5)

Conflito em Gaza põe diplomacia em xeque
Sem sucesso na tentativa de deter conflitos na Síria, no Egito e no Iraque, o scretário de Estado americano, John Kerry, desembarcou ontem no Cairo com nova missão: negociar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. (Pág. 10)

Bola recuada : CBF reabilita a era Dunga
Ironizado pela torcida nas redes sociais, o técnico assume hoje a Seleção. No Planalto, Dilma debate mudanças no futebol com atletas. (Págs. 2 a 4 Superesportes)

Planeta drone
Usadas para fazer fotos e vídeos, as pequenas aeronaves de controle remoto viraram mania entre os aeromodelistas de Brasília. Os empresários Carlos e Luís já trabalham com o equipamento e vendem as imagens aéreas. A Anac ainda deve criar regras para os voos desses aparelhos. (Pág. 22)

Nas entrelinhas
Luiz Carlos Azedo

Os preços de alimentos têm surpreendido positivamente. Comida mais cara é um tormento para qualquer candidato oficial. A outra face da moeda, porém, é o baixo crescimento, que significa queda do emprego. (Pág. 3)

Brasília-DF
Denise Rothenburg

O excluído

Tucanos e petistas, embora distantes, têm adotado o mesmo estilo em relação ao candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Ambos evitam polemizar com o socialista, para deixá-lo de fora do clube dos grandes. (Pág. 2)

Correio Econômico
Vicente Nunes

Padrão Dunga

Crescer ou crescer. Não há outra opção a ser buscada pelo país para distribuir renda, gerar empregos e manter as contas públicas no azul senão apresentar crescimento econômico anual médio de 3% ou mais durante um longo período.

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Zero Hora


Manchete : Pressão por trégua
EUA cobram imediato cessar-fogo no conflito que já matou mais de 500 pessoas em duas semanas na Faixa de Gaza. (Notícias | 10)
Na fronteira - Compra sem imposto cai de US$ 300 para US$ 150 (Sua Vida | 22)


PIB espremido pelo pessimismo
Pela primeira vez, projeção para o ano está abaixo de 1%. (Notícias | 14)
Refúgio e trabalho para os ganeses
Migrantes que estão em Caxias do Sul terão situação regularizada. (Notícias | 11)

Punição a vândalos
MP pedirá que 11 presos após briga de torcidas organizadas do Inter sejam impedidos de ir ao estádio. (Esporte | 28 e 29)

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Brasil Econômico


Manchete : Bancos jogam para baixo a previsão para a economia
Economistas das principais instituições financeiras refizeram suas projeções, que estão ainda mais pessimistas. Segundo eles, a crise de confiança e o mau desempenho da indústria derrubaram as perspectivas para este ano e o próximo. Pesquisa do BC reduz a projeção do PIB para 0,97%. (Págs. 4 e 5)

Foto-legenda
Sem parar

Os presidentes da China, Xi Jinping, e da Venezuela, Nicolás Maduro, fecharam ontem uma nova bateria de acordos de cooperação, entre os quais três que preveem o investimento chinês de US$ 5,69 bilhões no país sul-americano.

FMI pede que Alemanha invista mais
Relatório do Fundo Monetário Internacional sugere que o país de Angela Merkel aumente os investimentos em infraestrutura para puxar o crescimento na Zona do Euro. Mas o BC alemão aponta para estagnação no 2º trimestre. (Pág. 26)
O mercado do atendimento via rede social
A rapidez da cobrança e a exigência de resposta imediata criaram um novo nicho. Empresas de tecnologia oferecem soluções para fornecedores de produtos e serviços que já têm departamentos especializados. (Pág. 12 e 13)
Locadoras de carro de olho nas eleições
Depois de um primeiro semestre decepcionante, com a retração do turismo de negócios na Copa, as empresas de locação aguardam o movimento das campanhas eleitorais para crescer até 12% na segunda metade do ano.(Pág. 15)
Bancos
Bradesco pode participar de socorro ao Banco Espírito Santo. (Pág. 21)
Subprime?
Fed alerta para aumento de crédito de risco, até para a compra de carro usado. (Pág. 23)
Mosaico Político
Leonardo Fuhrmann

APOIO DISCRETO A TUCANO

A coligação que o comando do PSB paulista fechou para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a candidatura de José Serra ao Senado não empolgou a todos os postulantes do partido nas eleições proporcionais. Assim como fazem os candidatos da Rede, grupo liderado por Marina Silva, já há material de divulgação dos pessebistas com as fotos do presidenciável Eduardo Campos e da ex-ministra, que é sua vice, mas sem destaque para a chapa estadual. (Pág. 2)

Relatório D.C.
Rogerio Studart

A RELEVÂNCIA DO BANCO MUNDIAL

A criação do Banco dos Brics tem gerado intenso debate sobre o Grupo Banco Mundial e sua relevância para o Brasil e para o mundo. O interessante é que essa discussão tem sido também intensa dentro da própria instituição, desde a eleição do novo presidente Jim Yong Kim, que deslanchou recentemente uma enorme reforma interna visando um papel mais proeminente da instituição no desenvolvimento no mundo. Terá sucesso? (Pág. 7)

E$porte Clube
Chico Silva

DEPRESSÃO PÓS-COPA

Dentro de campo, o humilhante 7 x 1 sofrido para a Alemanha tornou-se a maior tragédia da história do futebol brasileiro. Fora dele, os efeitos colaterais da acachapante derrota ainda serão sentidos por muito tempo. O primeiro reflexo será a queda drástica das receitas ligadas ao chamado produto futebol. (Pág. 19)

O mercado como ele é...
Luiz Sérgio Guimarães

JURO FAZ O CAMINHO DE VOLTA

A três meses das eleições, o governo não se mostra disposto nem a baixar novas medidas destinadas a estimular a atividade econômica nem indicar as mudanças que poderão ser feitas em 2015. As apostas são de que pacotes de incentivo à demanda não surtiriam impactos notáveis sobre o mercado de trabalho a ponto de reavivar a fé do eleitor no jeito de governar do PT. (Pág. 22)

Ponto Final
Octávio Costa

ECONOMIA EM PELE DE JACARÉ

Quando recomendava aos eleitores que não se iludissem com o caráter de seus adversários, o ex-governador Leonel Brizola recorria ao seu famoso baú de fábulas e metáforas. Dizia o carismático político gaúcho: "É bom tomar cuidado. Se o bicho tem couro de jacaré, tem dente de jacaré e olho de jacaré, é porque é jacaré mesmo". (Pág. 32)

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Folha de S. Paulo


Manchete : Projeção do PIB cai, e governo não prevê melhora até eleição
Mercado estima que país crescerá menos de 1% neste ano; para o Planalto, economia não deve reagir no curto prazo

Com a retração da indústria, a preocupação com a inflação e a baixa confiança de empresários e consumidores, economistas preveem que o Brasil crescerá menos que 1% neste ano. De dez consultorias e bancos ouvidos pela Folha, oito rebaixaram as suas expectativas para o desempenho do PIB deste ano. Essa é a segunda rodada de redução em menos de 60 dias. (...) A desaceleração da economia preocupa o governo Dilma, mas a avaliação é que não há "milagre" a ser feito para reativar o ritmo do país neste ano eleitoral. Para tentar recuperar o apoio de empresários e políticos aliados, a equipe da presidente tem sinalizado que reconhece erros na gestão e que promete corrigi-los num eventual segundo mandato. (Mercado B1 e Poder A8)


Aeroporto em terra de parente de Aécio Neves será investigado
A Anac, agência que fiscaliza os voos do país, vai investigar se aviões pousaram ou decolaram a partir de aeródromo construído em terreno de parentes do candidato tucano à presidência, Aécio Neves, sem que houvesse autorização para isso. O terreno foi desapropriado pelo governo mineiro. O PSDB acusou a gestão de Dilma Rousseff (PT) de usar a estrutura do governo federal contra seu principal adversário nas eleições presidenciais deste ano. (Poder A4)

Ativista pede asilo ao Uruguai, mas foge após recusa
Acusada, com mais 22 réus, de ações violentas em manifestações no Rio desde 2013, a advogada Eloisa Samy e dois ativistas pediram asilo político ao Uruguai. Segundo deputada do PSOL, eles deixaram o consulado no Rio sem serem vistos, após resposta negativa da cônsul. Samy é considerada foragida. (Poder A9)

Operadoras de saúde reajustam planos coletivos em até 73% em um ano (Cotidiano C3)


Com aprovação russa, ONU pede investigação de queda de avião
Com apoio da Rússia, o Conselho de Segurança da ONU exigiu investigação "completa e independente" sobre a queda do avião que matou 298 na Ucrânia. (Mundo A10)

Foto-legenda
Trincheira

Manifestantes fecharam a av. Anhaia Melo (zona leste de SP) por mais de 3h e entraram em confronto com a PM em protesto contra a morte de suspeito de roubo (Cotidiano C3)

Suzana Herculano-Houzel
É fantasia supor que a neurociência aponte a maioridade penal ideal (Equilíbrio C5)
João Pereira Coutinho
Hamas nem sequer reconhece direito à existência de Israel

Acreditar no Hamas, organização terrorista e islamita que não reconhece o direito à existência de Israel, como "parceiro" para um "processo de paz" é não entender sua natureza jihadista. (Ilustrada E6)

Clóvis Rossi
Israelenses perdem a guerra da opinião pública global

Na guerra de Gaza, estão morrendo bem mais palestinos que israelenses. Não obstante, Israel parece estar perdendo um importante combate paralelo, que é pela opinião pública global. (Mundo A12)

Editoriais
Leia "restrições urbanas", a respeito de medidas como rodízio e pedágio na cidade, e "Aviões não regulados", sobre falta de regras para drones. (Opinião A2)--------------------------------------------------

sábado, 19 de julho de 2014

Sobe para 12 o número de partidos que apoiam Delcídio
Delcídio com Ricardo Ayache e dirigentes do PPL. Apoio garantido nas eleições de outubro.

Sobe para 12 o número de partidos que apoiam Delcídio

julho 2, 2014 8:51 am A+ / A-
O Partido da Pátria Livre (PPL) reafirmou nesta quarta-feira, 2 de julho, apoio a candidatura do senador Delcídio do Amaral ao governo de Mato Grosso do Sul.
“Ao contrário do que vem divulgando outro candidato, o PPL vai marchar com Delcídio nas eleições deste ano”, afirmou o presidente do partido, Carlos Alberto Carvalho da Costa. “A decisão foi tomada na convenção que realizamos no dia 21 e referendada com a minha presença na convenção do PT,  dia 27.  Nós conversamos com todos os candidatos e depois de analisar cada projeto nossos dirigentes e militantes fizeram essa opção, que não tem volta”, garantiu.
Carlos Alberto explicou porque o partido decidiu  trabalhar pela eleição de Delcídio.
“Em primeiro lugar, as propostas do PPL e do PT são bastante semelhantes, especialmente no que se refere ao desenvolvimento com justiça social e o direcionamento dos investimentos públicos prioritariamente a saúde, segurança e a educação. Temos também a certeza de que Delcídio é o candidato melhor preparado para gerir os destinos de Mato Grosso do Sul, além de reconhecermos a importância de seu trabalho em favor do estado. Desde que tomou posse, o senador  levou recursos para todos os 79 municípios, sem contar que ele encarna o desejo de mudança da população e representa a verdadeira renovação da política sul-mato-grossense. Nós queremos fazer parte deste momento”, disse.
Com a confirmação do apoio do PPL a Delcídio sobe para 12 o número de partidos que integram a coligação “Mato Grosso do Sul, com a Força de Todos”. Os outros 11 são PT, PR, PDT, PV, PTB, PTC, PCdoB, PROS, PRP, PSDC e PSL.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

FHC diz que Lula promove baixarias e falsas acusações

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou nesta terça (15) artigo em que acusa o ex-presidente Lula de promover "baixarias e falsas acusações", ser "incapaz da autocrítica" e tentar "distrair a opinião pública jogando culpa nos outros".
Citando o mensalão, FHC afirmou que "em nenhum momento Lula explicou de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao maior escândalo de corrupção da história republicana".
O tucano escreveu ainda que, quando viajou com o petista para a África do Sul (funeral do presidente Nelson Mandela, em dezembro), sugeriu a ele que "deveria virar esta página [do mensalão], já julgada pela suprema corte".

Rodrigo Capote/UOL - Nacho Doce/Reuters
Os ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inacio Lula da Silva
Os ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inacio Lula da Silva
"Mas não, Lula insiste em continuar distorcendo fatos para dizer que todos fizeram algo parecido. Eu não caio nessa cilada", completou.
O texto foi publicado no site Observador Político, dirigido pelo ex-deputado Xico Graziano (PSDB-SP), atual chefe de gabinete de FHC em seu instituto. É uma resposta, com quase duas semanas de atraso, a uma fala de Lula em Curitiba no dia 3 de julho.
Durante um evento de campanha da senadora petista Gleisi Hoffmann, candidata a governadora do Paraná, Lula disse que FHC "desmantelou instrumentos de combate à corrupção" na época em que dirigia o país.
Na ocasião, o petista disse que a primeira iniciativa de FHC na Presidência foi extinguir "a comissão geral de investigação criada pelo governo anterior [Itamar Franco]".
"Depois nomearam o engavetador-geral da República e engavetaram os casos Sivam, pasta rosa e a compra de votos, num total de 459 inquéritos criminais, quatro contra o próprio FHC", acusou.
"Engavetador-geral" é a expressão que os petistas usam há anos para designar o ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, titular durante os anos FHC.
No artigo desta terça, FHC fez considerações sobre os eventos citados por Lula.
Antes de partir para o ataque, classificou o caso do decreto como "insignificante". Confirmou que revogou a norma que "instituíra uma inoperante comissão de fiscalização pública", mas que, no lugar disso, criou o Conselho de Ética da Presidência.
Sobre os outros casos, afirma que tudo foi investigado e nada foi provado.
HISTÓRICO
O escândalo que ficou conhecido como "pasta rosa" surgiu em 1995. Na intervenção no Banco Econômico, foi encontrada uma lista de supostas doações irregulares feitas em 1990 para políticos aliados do governo naquela época, como Antonio Carlos Magalhães, José Sarney e Renan Calheiros, entre outros.
Também de 1995, o caso Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) foi a gravação de conversas em que o então chefe do cerimonial da Presidência aparecia fazendo tráfico de influência a favor da empresa americana Raytheon, vencedora da concorrência.
Já a compra de votos diz respeito ao escândalo revelado pela Folha em 1997, quando FHC aprovou a emenda constitucional que permitiria sua candidatura à reeleição.
Gravações feitas pelo personagem "Senhor X" (o deputado Narciso Mendes, do Acre, revelou-se depois) indicavam que cinco parlamentares teriam recebido R$ 200 mil cada para votar a favor da emenda. Dois renunciaram, mas nada foi investigado.
Esta é a segunda vez que Lula e FHC trocam farpas em menos de um mês. Em 14 de junho, o petista afirmou que o tucano "devia dizer quem é que estabeleceu a maior promiscuidade entre Executivo e Congresso quando ele começou a comprar voto para ser aprovada a reeleição".
Era uma crítica ao fato de FHC ter dado ênfase ao tema corrupção na convenção do PSDB. "Lamento que o ex-presidente Lula tenha levado a campanha eleitoral para níveis tão baixos", respondeu FHC em nota. "Não acusei ninguém [...] Não era preciso vestir a carapuça".
Lula não comentou as novas acusações de FHC.